Até 2050 poderemos ter mais plásticos do que peixes no mar

No lançamento, esta semana, no Rio, da campanha Mares Limpos, dirigentes do do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) fizeram uma alarmante previsão: até 2050 poderemos ter mais plásticos do que peixes no mar.

Daí, o trabalho que tem sido difundido pelas Nações Unidas como o objetivo de conter o descarte de lixo plástico nos mares em todo o planeta.

O programa já havia sido promovido mundialmente pelo Pnuma em fevereiro, durante a Cúpula Mundial dos Oceanos, em Bali (Indonésia), com o título “Clean Seas”. A proposta é mobilizar, até 2022, governos, setor privado e sociedade civil para uma diminuição drástica no descarte de plástico nos mares e o banimento de microesferas de plástico em cosméticos e produtos de higiene.

No Brasil, a campanha abordará o tema no setor turístico. “Além da preservação ambiental, precisamos pensar também que nossos rios, mares e lagoas são a fonte de renda de muitos municípios que encontram no Turismo sua principal atividade econômica. Mais do que nunca a mensagem que devemos trabalhar é a da sustentabilidade”, explicou Isabel Barnasque, coordenadora geral de Turismo Responsável do Ministério do Turismo.

O lixo plástico se dispersa com facilidade no mar por meio de ondas, correntes e ventos. De acordo com a ONU Meio Ambiente, quase 80% de todo o lixo nos oceanos é constituído de plástico.  Ainda segundo a organização, mais de oito milhões de toneladas de plástico vão para os oceanos, custando US$ 8 bilhões em danos aos ecossistemas marinhos e causando prejuízos à pesca e ao turismo.

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