Grão Mogol: núcleo histórico tombado

Na terça-feira, 20 de dezembro, o núcleo histórico de Grão Mogol foi tombado pelo patrimônio estadual. É a mais setentrional das cidades históricas mineiras. Tem seis mil habitantes na área urbana, e mais 10 mil na zona rural. A viagem de Belo Horizonte até lá significa um percurso rodoviário de 550 quilômetros. Há voo do aeroporto de Confins a Montes Claros, ida e volta. Do aeroporto de Montes Claros, até chegar ao destino, são mais 140 quilômetros de estrada.

Está a 830 metros de altitude, em um dos galhos da Cordilheira do Espinhaço. Os primeiros colonizadores que percorreram o lugar foram os da expedição de Francisco Bruzza Espinosa, em 1553. Aventureiros, em sua maior parte procedentes de São Paulo e da Bahia, começaram a povoar a região, atraídos por um diamante minúsculo, apelidado de “olho de mosquito”.

A principal edificação histórica é a Matriz de Santo Antônio, construída em pedra. Grão Mogol é uma cidade em que muitas ruas são pavimentadas com pedras, que também serviram para a construção de um considerável número de muros e casas. A temperatura é amena, com a média anual de 20 graus. São frias as noites de inverno, com o termômetro facilmente batendo nos 10 graus.

Nas imediações da cidade, o rio Itacarambi forma um mosaico de cachoeiras, corredeiras, remansos, praias fluviais e cânions. A vegetação varia entre o cerrado e a caatinga. O hotel é ótimo: o Paraíso das Águas.

Confira as fotos de Ignácio Costa na cidade que agora está com construções em pedra protegidas como bens arquitetônicos e culturais de Minas.

Valerio Fabris

Valerio Fabris

Editor

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *