Linguiça de Formiga

Deliciosa, frita ou assada.

Vende-se em bancas do Mercado Central de Belo Horizonte. É produzida no município de Formiga, no Centro-Oeste mineiro. Eis o mais farto e diversificado dos mercados públicos de todo o país. Insuperável.

Tem produtos dos 853 municípios do estado. De Bom Jesus do Galho, Passa Quatro, Passa Vinte, Pintópolis, Planura, Ponto Chique, Nossa Senhora da Abadia da Água Suja, Funilândia, Entre Folhas, Luisburgo, Luminárias, Juramento, Grão Mogol, Quartel General, Santo Antônio do Grama, São Pedro dos Ferros, Funilândia etc etc.

O arquiteto Veveco (1942/2005), batizado como Álvaro Hardy, era cozinheiro de mão cheia e assíduo frequentador dos mercados, não só os da capital. Também os do interior. Um exímio contador de casos e amigo de toda a imensa parte boa – produtiva ou malandra – de Belo Horizonte. Pródigo frasista, no estilo Otto Lara Resende. Mineiro ao talo. Foi homenageado por Milton Nascimento e Fernando Brant na música Vevecos, Canelas e Panelas.

A propósito dos nomes de municípios mineiros, Veveco – ou Álvaro Hardy – deixou a seguinte anotação:

“De minha parte,

sem sair de Minas,

viajei pelo mundo.

Conheci tudo quanto é lugar:

pesquei em Mar de Espanha,

comi arroz à grega em Corinto,

e, das colinas de Monte Sião,

avistei Jerusalém.

Até na Escandinávia estive,

quando visitei

Catas Altas da Noruega.”

Da esquerda para a direita, Álvaro Hardy (Veveco), Gustavo Penna, Éolo Maia e Carlos Bracher
Valerio Fabris

Valerio Fabris

Editor

Um comentário em “Linguiça de Formiga

  • 16 de março de 2017 em 03:58
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    Amigo meu, paulista, ficou com nojo de comer lingüiça de formiga. Pensou que fosse extravagância regional, como o “faisandé” francês. Só depois que pus maiúscula no inseto é que sossegou. Mais ou menos.

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