Três traços do urbanista Jaime Lerner

O green building e a egoarquitetura

“Há construtoras que acham que para ser sustentável basta o plantio de árvores em um condomínio erguido lá longe da cidade, basta o green building (prédio verde), o uso de novos materiais, de novas formas de energia. Se a construção é longe da cidade, já não é sustentável. Em lugar da ecoarquitetura, faz-se a egoarquitetura.”  

Separar é discriminar

“Estamos contribuindo para a decadência das cidades ao separar as funções de habitação, trabalho, recreação e circulação, ao mesmo tempo em que criamos guetos de gente pobre, guetos de gente rica, separando as pessoas por níveis de renda, por religião, idade.”

Compartilhamento da vida cotidiana

“A vizinhança precisa ter comércio, pessoas com diferentes níveis de renda, espaços de lazer em que todos possam frequentar. O fundamental é que a cidade seja, como um todo, uma estrutura de vida, trabalho, circulação, lazer; tudo junto.”

Um comentário em “Três traços do urbanista Jaime Lerner

  • 20 de dezembro de 2016 em 14:14
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    Jaime Lerner é o nosso afinador de cidades. Seus argumentos são verdadeiros e resumem a síntese do pensamento de urbanistas sensatos que buscam soluções nos conceitos tradicionais das cidades. É o melhor caminho para o Brasil, pois nossas cidades já são tradicionais, precisam apenas melhorar.

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